GeoPredial

Sucesso e otimismo marcam fase-piloto do Geopredial

12.10.2012

O Projeto Geopredial já começou a dar os primeiros passos e a fase-piloto, a acontecer em Argivai (concelho da Póvoa de Varzim), tem conseguido corroborar o otimismo de todos os envolvidos. Tendo arrancado no dia 9 de outubro, esta primeira etapa irá decorrer até ao final do mês e assume-se de extrema importância na definição do que serão os contornos futuros do Geopredial.

Este projeto, segundo a equipa, ambiciona "permitir que os cidadãos e as empresas obtenham uma delimitação precisa da sua propriedade (de forma rápida, segura e económica) com recurso às mais recentes tecnologias de georreferenciação". Assim, conforme nos explicou Carla Freitas, um dos elementos desta equipa, a primeira fase funcionará como "a materialização" de um percurso de estudo e pesquisa, servindo para "testar metodologias e equipamentos".

Nas palavras de Carla Freitas, o projeto Geopredial deixa antever um percurso marcado pelo sucesso, não só pelas debilidades nacionais existentes ao nível do cadastro, mas também pelo carácter pioneiro desta aposta que alia a tecnologia à formação jurídica e à experiência do solicitador enquanto mediador de conflitos.

Com o clima a dar uma ajuda preciosa, Fernando Moreira, um dos solicitadores a trabalhar no terreno, partilhou que "tudo está a correr conforme o previsto e que todos os objetivos estão a ser alcançados". No que toca ao projeto em geral, o profissional não hesita ao salientar o quão positivo é, não só enquanto uma "oportunidade profissional", mas também dada a sua utilidade pública.Contudo, não deixa de alertar para o facto de "o futuro do projeto depender da adesão. Assim sendo, é necessário investir na divulgação e na dinamização das relações interinstitucionais, procurando criar pontes entre os vários agentes sociais", afirma Fernando Moreira que remata frisando que o interesse deste projeto é, sem dúvida alguma, "mútuo", uma vez que beneficia a classe e os cidadãos.

Ricardo Figueiredo, outro solicitador em campo, reforça a avaliação do colega. Segundo o solicitador, a "formação foi ótima, tem sido possível aprender imenso, o trabalho em campo tem corrido muitíssimo bem e o equipamento é fácil de manusear". No que respeita ao dia de amanhã, Ricardo Figueiredo acredita que o Geopredial se trata de uma ferramenta que deverá ser explorada e divulgada junto das populações e das entidades, defendendo que o trabalho do solicitador, nomeadamente no âmbito da mediação de conflitos, poderá sair extremamente favorecido ao ser possível recorrer aos dados patentes na plataforma do Geopredial.

A prova de que as senhoras não recusaram este desafio mora da atitude da solicitadora Regina da Silva. Cheia de energia e de confiança, Regina afirma que, desde o início, achou a ideia "fantástica" e que, agora, já no terreno, acredita que o Geopredial pode crescer: "Se eu não estivesse otimista ou se não acreditasse no futuro deste projeto, não estava aqui hoje. Tenho a certeza de que quando alguém, no café, puder mostrar ao amigo o prédio dele devidamente georreferenciado na plataforma, a palavra vai passar e muitos proprietários vão querer recorrer ao serviço".

E é assim que, graças ao empenho de todos os intervenientes, estão a acontecer os primeiros passos do Geopredial - um projeto que promete crescer, redescobrindo, a cada momento, novos limites para o seu desenvolvimento.

Em solicitador.net